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Teníase e Equinococose

TENÍASE / CISTICERCOSE COMO ZOONOSE

A teníase é uma infecção intestinal ocasionada principalmente por dois grandes parasitos hermafroditas da classe dos cestódeos da família Taenidae, conhecidos como Taenia solium e Taenia saginata. As tênias também são chamadas de solitárias, porque, na maioria dos casos, o portador traz apenas um verme adulto. São altamente competitivas pelo seu habitat e, sendo seres monóicos com estruturas fisiológicas para autofecundação, não necessitam de parceiros para a cópula e postura de ovos. Responsáveis pelo complexo teníase-cisticercose que se constitui de uma série de alterações patológicas, trazem no seu conjunto um sério problema de saúde pública, principalmente nos países pobres, onde pode não existir higiene básica além de problemas socio-culturais.

Teníase e cisticercose são causadas pelo mesmo parasita, porém com uma fase de vida diferente. A teníase ocorre devido a presença de Taenia soliumadulta ou Taenia saginata dentro do intestino delgado dos humanos, que são os hospedeiros definitivos; a cisticercose ocorre devido presença da larvav(chamada popularmente de canjiquinha) que pode estar presente em hospedeiros intermediários, onde os mais comuns são os suínos e os bovinos, onde os humanos acidentalmente podem abrigar esta forma. São, portanto, duas fases distintas de um mesmo verme, causando duas parasitoses no homem, o que não significa que uma mesma pessoa tenha que ter as duas formas ao mesmo tempo. A teniase provocada por Taenia solium é considerada não letal, todavia, sua etapa larvária pode provocar cisticercose mortal.

Transmissão:

Teníase

A teníase ocorre devido a ingestão de carne suína ou bovina, que não teve os devidos cuidados de preparo, como congelamento e cozimento, contaminada com o cisticerco (canjiquinha), dependendo da espécie.

Cisticercose

Os portadores de teníase eliminam ovos através das fezes no ambiente, assim, por acidente, os humanos podem ingerir estes ovos e adquirir a parasitose. Além desta forma, os humanos podem adquirir a cisticercose através dos mecanismos abaixo:

Auto-infecção externa: A contaminação é dada pela ingestão dos ovos do próprio portador de Taenia solium, em condições de falta de higiene e nos casos de coprofagia em crianças e indivíduos com doenças mentais.

Auto-infecção interna: Pode ocorrer quando o portador de tênia vomita, nos movimentos retroperistálticos do intestino. Assim os ovos podem atingir o estômago e iniciar o ciclo de cisticercose.

Heteroinfecção: Outro indivíduo pode contaminar a água e os alimentos com ovos de tênia. Desta forma o homem ao ingerir estes itens poderá contaminar-se.

Ciclo Biológico:

Sintomatologia

- Teníase: Pode causar desconforto abdominal, náuseas, vômitos, diarréia ou constipação, cólicas intestinais, alterações no apetite, além de mal estar geral, indisposição, fadiga fácil, perda de peso. Além de sinais nervosos como insônia, irritabilidade e inquietação.

- Cisticercose: Pode ser assintomática ou apresentar sintomas como cefaléia, convulsões, hipertensão craniana, entre outros. As manifestações clínicas da Cisticercose dependem da localização, do tipo morfológico, do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. Podendo apresentar complicações como deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outras.

Tratamento

A teníase possui tratamento terapêutico, já para a cisticercose não se conhece nenhum procedimento terapêutico eficaz e seguro no homem ou nos animais. A única medida Eficaz ainda é a Prevenção.

Prevenção do Complexo Teníase / Cisticercose

– Não ingerir carne crua ou insuficientemente cozida, ou ainda, proveniente de abate clandestino, sem inspeção oficial.

– Consumir apenas água tratada, fervida ou de fonte segura.

– Lavar bem as mãos, principalmente após usar o banheiro e antes das refeições.

– Lavar bem os alimentos como verduras, frutas e hortaliças com água limpa.

– Irrigar hortas e pastagens com água limpa e não adubar com fezes humanas.

– Construir sanitários com fossa séptica.

– Realizar o tratamento dos efluentes de esgotos de forma adequada para que estes não contaminem o solo, a água e os alimentos.

– Fazer periodicamente exames de fezes em moradores de área rurais.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ten%C3%ADase

Doenças Infecciosas e Parasitárias – Guia de Bolso – 7ª Ed. (Ministério da Saúde)

http://www.dpd.cdc.gov/dpdx

EQUINOCOCOSE / HIDATIDOSE COMO ZOONOSE

O complexo equinococose-hidatidose é causado por um endoparasita, o Echinococcus sp. Esse parasita pertence à família Teniidae, que pertence à classe Cestoda, pertencente ao Filo Platelmintes.

O Echinococcus granulosos é uma das menores espécies de tenídeos conhecidas. Mede de 3 a 6 mm de cumprimento e 1 mm de largura. Tem o escolex(ou cabeça) com dupla coroa de acúleos.Colo (ou pescoço) é curto.E estróbilo (ou corpo) com 3 ou 4 proglótides (segmentos que costituem o estróblio), sendo que a última é grávida (com ovos).

Assim como ou outros parasitas desse filo, o Echinococcus sp. é hermafrodita, seu aparelho digestório é incompleto ou ausente, seu tegumento realiza trocas nutritiva e de excreção, seu aparelho excretor é constituído por células em flama, seu aparelho nervoso é formado por um par de gânglios localizados no escolex com terminações para o resto do corpo e não te aparelho circulatório e nem respiratório (são anaeróbios).

Os carnívoros são os hospedeiros definitivos, sendo que os principais são os caninos, mas também já foram constatados infectados pelo Echinococcus os felinos, o lobo, a raposa e o chacal. Os hospedeiros intermediários são: ovinos, bovinos, caprinos, suínos, equinos, coelhos, primatas e homem, sendo assim, uma zoonose.

Ciclo evolutivo: As proglótides grávidas são eliminadas nas fezes do hospedeiro definitivo. Os ovos são viáveis por 21 dias em terra úmida e 11 dias em ambiente seco. Os hospedeiros intermediários se infectam pela ingestão de ovos. O ovo sofre ação alcalina do duodeno, associada à ação da tripsina e da bili e o embrião hexacanto (ou oncosfera) é liberado. O embrião atravessa a parede do intestino graças aos seus acúleos, alcançando a circulação sanguínea e sendo levado para diferentes pontos do hospedeiro.

Chega ao fígado, coração direito, pulmões, coração esquerdo, artéria aorta e assim é distribuído para os diferentes orgaos. É comum que o parasita se fixe no fígado, pulmão e no cérebro.

Uma vez localizado em um órgão, o embrião hexacanto vacuoliza-se se modificando estruturalmente para originar a hidátide ou cisto hidático, que é a forma larval do Echinococcus sp. Essa larva tem a forma esférica, cor branca, é elástica, pode atingir grandes dimensões (como o tamanho da cabeça de um feto humano), pode se calcificar e contem vários escolex invaginados, que se desenvolverão em parasitas adultos.

O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir vísceras cruas de hospedeiros intermediários com hidátides.

No intestino delgado do hospedeiro definitivo os escolex se fixam e se inicia a estrobilizaçao (formação de estróbilos) e a maturação sexual. O maior número de proglótides grávidas são eliminadas apos 8 a 12 semanas.

Quadro Clínico: O hospedeiro definitivo normalmente não manifesta sinais, em infecção maciça ocorre diarréia catarral hemorrágica. Já o hospedeiro intermediário manifesta sinais de acordo com o órgão afetado.

Diagnóstico do hospedeiro intermediário: pelos sinais clínicos, epidemiológico, sorologia ou por imagem.

Diagnóstico no hospedeiro definitivo: Por pesquisa de progloótides nas fezes. Diagnóstico clínico é difícil devido ao quadro clinico pouco acentuado.

Profilaxia: A Hidatidose é uma zoonose fácil de ser erradicada. Para isso é necessário que as medidas de controle sejam executadas, medidas essas que visam principalmente evitar ou diminuir o contato de cães com órgãos contendo hidátides.

– Educação sanitária do homem

– Controle e tratamento do cão portador

– Prevenção da reinfecção do cão

– Evitar acesso de cães a vísceras cruas de hospedeiros intermediários

– Criar ovinos evitando a utilização de cães

– Inspeção sanitária de matadouros

Referências bibliográficas:

http://thaissapettineli.blogspot.com/

http://veterinariaparatodos.blogspot.com/2010_05_01_archive.html

http://www.k-state.edu/parasitology/625tutorials/Tapeworm03.html

Parasitologia Veterinária- Elinor fortes. 4° Edição 2004 Editora Icone